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30 de janeiro de 2015

Os carrascos do IO - Nº 4

carrasco
car.ras.co [kɐˈʀaʃku]
nome masculino
1. executor da pena de morte; algoz
2. figurado homem cruel




A SEADN Berta Cabral tem a grande preocupação de "fazer história", o que pode ser comprovado pelas suas palavras aqui, aqui  e aqui.

Apesar de ter encontrado o processo de extinção do Instituto de Odivelas já em curso, assumiu-o como se fosse seu e está empenhadíssima em levá-lo a bom porto, envolvendo-se pessoalmente no controlo das operações e demonstrando estar cheia de pressa.

É o mais perfeito exemplo do que significa dizer uma coisa e fazer outra.

Em Junho de 2013, numa visita ao Arquivo Histórico Militar diz que "... honrar a nossa história [militar] é uma obrigação, que deve ser partilhada com toda a sociedade" e que esta partilha "deve ser orientada para o culto do orgulho nacional"... E para honrar a história militar e cultivar o orgulho nacional, defende afincadamente a extinção do Instituto de Odivelas. 

Em Julho de 2014, nas celebrações do dia da Bastilha, teve a hipocrisia suprema de se fazer acompanhar a França por duas alunas do Instituto de Odivelas. A escola que ela quer extinguir rapidamente. A escola que pretendem que seja apagada da história de Portugal. Noutro gesto ainda mais inqualificável, eliminou as fotografias que tinha divulgado na sua página do FB e refere-se às duas alunas do IO e aos dois Cadetes (um da FA e outro da Marinha) que a acompanharam fardados como quatro civis!...


Finalmente, em Outubro de 2014, na página 9 do seu discurso no dia do Exército, em Beja, refere que "...o Ministério da Defesa Nacional tem tido uma especial preocupação com este aspeto, tratando de forma diferente o que é diferente." Gostaríamos de perceber como se explica, então, a decisão de encerrar o IO e tratar da mesma forma duas escolas totalmente diferentes.

Por ser uma mulher a defender um ataque contra outras mulheres (meninas), por não perceber o que é discriminação, pelo seu envolvimento pessoal na extinção do Instituto de Odivelas e pela inexplicável e inexplicada pressa que tem tido, é o carrasco nº 4.

27 de janeiro de 2015

Jornal do Exército


Os carrascos do IO - Nº 3

carrasco
car.ras.co [kɐˈʀaʃku]
nome masculino
1. executor da pena de morte; algoz
2. figurado homem cruel





O Maj-Gen Cóias Ferreira, é o representante do Exército na Comissão Técnica de Acompanhamento (CTA). Pela sua postura nessa comissão e no processo de extinção do Instituto de Odivelas, é o carrasco nº 3.

Como militar e como oficial superior do Exército tinha obrigação de defender a continuidade do Instituto de Odivelas e de fazer ver ao MDN, à SEADN e aos restantes acólitos que a decisão de extinguir o IO (relembramos que é o melhor e o mais barato dos três colégios), para além de injusta, é um atentado à história de Portugal. Preferiu submeter-se à vontade dos civis ("paisanos", nas palavras de Medina Carreira).

Entre meados de 2010 (quando terá terminado o curso promoção a oficial general) e Janeiro de 2013 foi promovido a Coronel Tirocinado, nomeado director do Colégio Militar, promovido a Major General e nomeado director de Educação. Em aproximadamente 2,5 anos foi promovido duas vezes. Ficamos com a dúvida de saber se é mesmo com esta velocidade que as promoções ocorrem no Exército ou se recebeu os "prémios" pelo seu comportamento em todo o processo de extinção do Instituto de Odivelas e "reestruturação" dos EMEs.

Como membro da CTA nunca defendeu o Instituto de Odivelas. Conseguiu alterar várias coisas do despacho original do MDN em relação ao Colégio Militar, porém nunca defendeu o IO. A sua única preocupação foi para com o CM e as adaptações que lá teriam que ser feitas para receber as raparigas. Referiu várias vezes não estar de acordo com as alterações propostas para o CM, mas nunca referiu que não estava de acordo com a extinção do IO.





Quanto à participação das associações de pais e de antigos alunos na CTA, mais uma vez centrou a sua resposta no CM, não permitindo que participassem:


O facto de ser testemunha a favor do MDN e a favor da extinção do IO na providência cautelar interposta por um grupo de pessoas, não deixa dúvidas sobre a posição e a lealdade deste senhor. É, por isso, o carrasco nº 3.

(Brevemente divulgaremos mais informações sobre esta pessoa)

24 de janeiro de 2015

As palavras de Padre Borges

No passado dia 7 de Janeiro, celebraram-se os 690 anos da morte de D. Dinis. Na homenagem prestada por algumas antigas alunas, o Padre Borges proferiu as seguintes palavras:



"Homenagem a D. Dinis

Os textos Sapienciais na Bíblia…

Texto do Livro de Ben-Sirá (Sir 44, 1-3ab.4.6-7.10.13-14)
Celebremos os louvores dos homens ilustres, dos nossos antepassados através das gerações.
O Senhor realizou neles a sua glória, a sua grandeza desde os tempos mais antigos.
Eram poderosos nos seus reinos, homens de fama pelos seus feitos grandiosos e bons conselheiros pela sua inteligência.
Eram guias do povo pelos seus conselhos, pela sua inteligência na instrução do povoe pelas sábias palavras no seu ensino.
Homens ricos e poderosos, viviam em paz em suas casas.
Todos eles alcançaram fama entre os seus contemporâneos e glorificados já em seus dias.
Foram homens virtuosos e as suas obras não foram esquecidas.
A sua descendência permanece para sempre e jamais se apagará a sua memória.
Os seus corpos repousam em paz e o seu nome vive através das gerações.

A escolha deste texto bíblico para a homenagem ao Rei D. Dinis, na ocasião do 690 aniversário do seu falecimento, ligou-se a 3 razões presentes na atitude desta figura ilustre da História de Portugal: 
  1. A consciência de que servimos causas maiores do que a própria história pessoal. Os limites da natureza humana, enquadrada no espaço e no tempo, são oportunidade para semear, cultivar e pugnar por causas que nos transcendem. D. Dinis fez-se acompanhar por esta lucidez.
  2. A consciência de que no presente se alicerça o futuro. D. Dinis desenvolveu o ser e o saber para alicerçar, robustecer, tonificar, no presente, o futuro. A missão do Mosteiro de Odivelas foi gizada precisamente para este servir: facultar às jovens recursos sólidos para edificar futuro pessoal e futuro/progresso de um povo.
  3. Orientou-se pela linha de congregar, fazer convergir, fazer confluir todos os recursos. D. Dinis adotou como atitude e procedimento de fundo:
a.       Instituir e não destituir;
b.      Motivar/organizar/potenciar e não desintegrar/enfraquecer/desanimar;
c.       Relançou a “alma” das Terras de Santa Maria...

…e a memória tem-no presente com saudade…
…a sua alma acompanha a história e continua viva em Odivelas."
 

23 de janeiro de 2015

Os carrascos do IO - Nº 2

carrasco
car.ras.co [kɐˈʀaʃku]
nome masculino
1. executor da pena de morte; algoz
2. figurado homem cruel




O Primeiro Ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, é o carrasco nº 2.

Contactado várias vezes, fez constar que não estava a par do processo. Foi-lhe entregue em mão uma pasta com toda a documentação e informação relevante. Apesar disso, manteve o seu silêncio e a sua posição de conivência com a extinção do Insituto de Odivelas. Em resposta aos repetidos pedidos de audiência, passou o assunto para dois assessores da secretária Berta Cabral.

Nunca visitou o Instituto de Odivelas.

Antes de ser PM, Pedro Passos Coelho foi professor de Economia Aplicada e Economia do Turismo no Instituto Superior de Ciências Educativas (ISCE), na Ramada, concelho de Odivelas. Ao contrário do que acontece com o Instituto de Odivelas, o PM é convidado e está presente em aniversários e cerimónias oficiais do ISCE.

O ISCE pertence ao Grupo Pedago, com um leque de instituições que vão do ensino pré-escolar à Universidade Sénior de Odivelas. Oferece vários cursos na área do turismo.





Jornal Expresso 2010

Não sabemos se a decisão de extinguir o Instituto de Odivelas partiu do PM ou do MDN. A falta de transparência e o facto deste processo estar a decorrer há vários anos sem que se saiba porquê, para quê, como e para quem, permite-nos especular. Permite-nos imaginar que o PM está a proteger e a favorecer negociatas com alguma escola. As declarações do MDN que o mosteiro deverá manter-se preferencialmente ligado ao ensino dá força a esta hipótese.

Pelo facto de nunca ter recebido as partes interessadas, apesar de vários pedidos e insistências, pelo facto de permitir que o MDN tome decisões sem ter que as explicar aos portugueses, pelo facto de se manter em silêncio sobre este assunto, Pedro Passos Coelho é o carrasco nº 2.   

21 de janeiro de 2015

Os carrascos do IO - nº 1

car·ras·co 1
([Belchior Nunes] Carrasco, antropónimo [carrasco de Lisboa, antes do século XV])

substantivo masculino

1. Executor de castigos corporais ou da pena de morte.

2. [Figurado]  Pessoa cruel. = TIRANO


Sinónimo Geral: ALGOZ, VERDUGO

"carrasco", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/carrasco [consultado em 21-01-2015].
car·ras·co 1
([Belchior Nunes] Carrasco, antropónimo [carrasco de Lisboa, antes do século XV])

substantivo masculino

1. Executor de castigos corporais ou da pena de morte.

2. [Figurado]  Pessoa cruel. = TIRANO


Sinónimo Geral: ALGOZ, VERDUGO

"carrasco", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/carrasco [consultado em 21-01-2015].
ar·ras·co 1
([Belchior Nunes] Carrasco, antropónimo [carrasco de Lisboa, antes do século XV])

substantivo masculino

1. Executor de castigos corporais ou da pena de morte.

2. [Figurado]  Pessoa cruel. = TIRANO


Sinónimo Geral: ALGOZ, VERDUGO

"carrasco", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/carrasco [consultado em 21-01-2015carrasco (2)
carrasco
car.ras.co [kɐˈʀaʃku]
nome masculino
1. executor da pena de morte; algoz
2. figurado homem cruel


car·ras·co 1
([Belchior Nunes] Carrasco, antropónimo [carrasco de Lisboa, antes do século XV])

substantivo masculino

1. Executor de castigos corporais ou da pena de morte.

2. [Figurado]  Pessoa cruel. = TIRANO


Sinónimo Geral: ALGOZ, VERDUGO

"carrasco", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/carrasco [consultado em 21-01-2015].
car·ras·co 1
([Belchior Nunes] Carrasco, antropónimo [carrasco de Lisboa, antes do século XV])

substantivo masculino

1. Executor de castigos corporais ou da pena de morte.

2. [Figurado]  Pessoa cruel. = TIRANO


Sinónimo Geral: ALGOZ, VERDUGO

"carrasco", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/carrasco [consultado em 21-01-2015].

Foi a mão do ministro Aguiar Branco que assinou o despacho que manda extinguir o Instituto de Odivelas. É, por isso, o carrasco nº 1.

Nunca quis ouvir as partes interessadas, nomeadamente alunas, antigas alunas, pais e familiares das alunas, população de Odivelas, etc.

Está bem informado sobre o fracasso da sua decisão, mas continua a divulgar que esta reestruturação está a ser um sucesso.

Até hoje, nunca se deu ao trabalho de explicar quais são os motivos que estão por detrás desta decisão.

O seu lugar de carrasco nº 1 explica-se por si próprio.

20 de janeiro de 2015

Mentira!



Quando, em Março de 2013, o Ministro Aguiar Branco assinou um despacho determinando extinguir o Instituto de Odivelas para "...potenciar o Colégio Militar como um estabelecimento militar de ensino regular de excelência...", a razão invocada para essa decisão foram os elevados custos de funcionamento.
Mentira!   
Nunca foram referidos os custos individuais do Instituto de Odivelas, falou-se sempre em custos dos três EMEs. Rapidamente demonstrámos que a questão dos custos era uma falsa questão: o Instituto de Odivelas paga-se a si próprio, todos os anos devolve ao MDN parte do seu orçamento operacional e conserva um monumento do Séc. XIII sem qualquer ajuda financeira adicional.


A versão seguinte veio pela boca da Secretária Berta Cabral, revelando uma das obsessões deste MDN: estavam a fazer história, acabando com a discriminação de género nos EMEs. 
Mentira! 
A entrada de raparigas no Colégio Militar não justifica a extinção do Instituto de Odivelas. Todas as especialistas em assuntos de género (incluindo a consultora da ONU recentemente galardoada pela CIG, Regina Tavares da Silva) referem que está a ser cometida uma tremenda discriminação contra as raparigas, alunas e antigas alunas. Discriminação é precisamente aquilo que o MDN está a fazer, obrigando as raparigas a frequentar uma escola de rapazes. Seria impensável mandar os rapazes para Odivelas, vestidos com a farda das alunas, a cumprir os rituais das alunas. Fazer o inverso é discriminação.


Na falta de mais argumentos e para tornar a decisão irreversível, a secretária Berta Cabral apressou-se a publicar um concurso para a construção do internato feminino no campus do CM. Parece que com tanta pressa que chegou a propôr atropelar alguns prazos legais. O projecto da obra ninguém o conhece, a transparência do concurso e da adjudicação, feitos à pressa - para fazer história! - nunca foram tornados públicos, apesar de a obra ser pública e paga com dinheiros públicos. O MDN fez constar que a obra, inicialmente prevista para mais de 6,5 milhões, num gesto histórico de brilhante gestão das finaças públicas, iria ficar por meros 2,2 milhões.  
Mentira! 
No passado dia 15 de Janeiro, debaixo de uma chuva torrencial que não o demoveu do firme propósito de "fazer história", o ministro Aguiar e a secretária Berta estiveram no CM a "oficializar" a obra e, sem supresas, afinal o valor da obra vai ser acima dos 4,5 milhões!


Na mesma ocasião o MDN anunciou que o CM vai poder acolher alunas internas já no próximo ano lectivo. 
Mentira!  
A pressa justifica-se pela aproximação das eleições e pelo início das inscrições para o próximo ano lectivo. Mas o CM, que tem sido tão diligente a cumprir todas as ordens do ministro, não está muito confiante, e abriu as pré-inscrições condicionadas para o internato feminino.


O MDN fez também constar, através do DN, que pretende devolver o mosteiro à população de Odivelas. 
Mentira! 
A Presidente da Câmara de Odivelas, Susana Amador, declarou à TVI desconhecer este plano.

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E assim continuamos, de mentira em mentira, sem que alguém (nomeadamente as chefias militares) coloque um travão ao MDN e ao disparate que ele pretende fazer. Continuamos sem saber qual é a razão para a extinção do Instituto de Odivelas, a melhor e mais barata das três escolas sob tutela do Exército. A falta de transparência de todo o processo, as mentiras transmitidas através dos órgãos de comunicação social, a falta de rigor, de moral e de ética, levam-nos a acreditar que o MDN tem já uma negociata qualquer apalavrada com "alguém" que irá ficar com as instalações do Instituto de Odivelas.

A seu tempo saberemos a verdade!

115º aniversário

Com a dignidade, o brio e o orgulho habituais, no dia 18 de Janeiro de 2015 as alunas do Instituto de Odivelas desfilaram pelas ruas de Odivelas. As antigas alunas presentes, mais de 500, também desfilaram, a seguir ao batalhão colegial. No final do desfile, no Largo D. Dinis, as cerimónias foram encerradas com o tradicional grito, lema do Instituto, "Cada Vez Mais Alto".

Clique para ver os filmes:

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18 de janeiro de 2015

Desfile do IO 2015

No dia 18 de janeiro de 2015, e integrado nas Comemorações do 115.º Aniversário do Instituto de Odivelas – Infante D. Afonso, realizou-se o Desfile do Batalhão de Alunas pelas ruas da cidade de Odivelas.
No ponto de continência, no Parque do Rio da Costa, estiveram o Diretor de Educação, Major-General Fernando Cóias Ferreira, a Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Dr.ª Susana Amador e o Diretor do Instituto de Odivelas, Coronel António Nisa Pato acompanhados de outras Entidades Convidadas.

 




14 de janeiro de 2015

115 anos


115º Aniversário do IO

No dia 14 de Janeiro celebrou a cerimónia dos 115 anos de vida do Instituto de Odivelas. Um momento solene, na Igreja do Mosteiro de S.Dinis, que serviu para mais um alerta dos responsáveis do Instituto e das alunas, antigas e atuais, contra as intenções do atual Governo em encerrar uma instituição que tanto tem dado ao pais, através do seu ensino e formação cívica de excelência.
Nesta data festiva, esteve presente o Chefe de Estado Maior do Exército, o General, Carlos Jerónimo e, também, Joaquina Cadete, em representação das antigas alunas do IO. Tanto ela como o Diretor do Instituto de Odivelas, o Coronel Nisa Pato, manifestaram, nas suas intervenções, mágoa pela decisão do Governo, tendo o responsável maior pelo IO, lamentado que o Ministro da Defesa não tenha ainda visitado a Instituição que decidiu encerrar. 
Desde a primeira hora a Câmara de Odivelas, e em particular a sua Presidente, mantém-se na primeira linha da frente de batalha contra a decisão do Governo que em muito prejudica o Concelho e empobrece o país.




12 de janeiro de 2015

Património

Através do Diário de Notícias, o MDN fez saber que a sua intenção é devolver o Mosteiro de S. Dinis à população de Odivelas (aqui).

O Mosteiro de S. Dinis, fundado em 1294, é património nacional e contém dois túmulos: D. Dinis, rei de Portugal, e D. Maria Afonso, sua filha.

Actualmente as instalações do Instituto de Odivelas (a parte histórica e a parte mais recente) são integralmente conservadas e mantidas pelas mensalidade pagas pelas alunas. Não há despesas extra  para o erário público. Não há intervenções da Parque Escolar. Não há grafittis nas paredes. Não há lixo no chão. A Câmara de Odivelas e a Direcção Geral do Património Cultural não gastam nenhum cêntimo na manutenção deste património do séc. XIII.

Apesar de não acreditarmos na intenção do MDN (intenção essa que apenas foi comunicada ao jornalista Freire), deixamos alguns exemplos de outros mosteiros que "foram devolvidos à população". Há dezenas deles em todo o país. Esperemos que não seja este o futuro das instalações do Instituto de Odivelas.

Convento de Santo António da Castanheira (Vila Franca de Xira) - Mandado construir por D. João I, por volta de 1400. Foi aqui que a Rainha D. Leonor recebeu Cristóvão Colombo:



Mosteiro de Santa Maria de Seiça (Figueira da Foz) - Construído no séc. XII, depois da extinção das ordens religiosas foi vendido a particulares que o transformaram numa fábrica de descasque de arroz. Em 2004 "foi devolvido à população":



Convento de S. Bento de Cástris (Évora) - Mosteiro feminino da ordem de Cister fundado em 1274 e classificado como Monumento Nacional. Com a morte da última freira, passou para o estado. Foi cedido gratuitamente à Casa Pia de Évora até 2005, data em que foi "devolvido à população":



11 de janeiro de 2015

Divulgação internacional

Nos dias 1 e 2 de Dezembro, decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian o IV Congresso Internacional da AMONET (Associação Portuguesa de Mulheres Cientistas).

O congresso contou com oradoras de várias nacionalidades, que abordaram temas relacionados com o papel das mulheres na ciência e a igualdade de géneros. Para além de várias antigas alunas na plateia, estiveram nos painéis as antigas alunas Ana Maria Trindade Lobo (Decana da Universidade Nova de Lisboa), Maria João Marcelo Curto (Investigadora Internacional) e Ana Coucello (Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres).

Durante o congresso foram apresentados alguns posters relacionados com a extinção do Instituto de Odivelas:




8 de janeiro de 2015

D. Dinis morreu há 690 anos

Ontem, dia 7 de Janeiro, celebraram-se os 690 anos da morte de D. Dinis.

D. Dinis, talvez o mais visionário Rei de Portugal, morreu em Santarém, mas quiz ser enterrado no Mosteiro de S. Dinis, em Odivelas, mandado construir por ele e onde já se encontrava o seu túmulo.

Por iniciativa da antiga aluna Maria João Marcelo Curto, a data foi assinalada com a deposição de duas coroas de flores aos pés de D. Dinis, uma em nome das actuais alunas e outra em nome das antigas alunas. Na presença de um pequeno grupo de antigas alunas e do Director do Instituto de Odivelas, o Padre Borges proferiu algumas palavras, relembrando as características daquele governante português.

Foi também deposto um ramo de rosas vermelhas junto ao túmulo de D. Maria Afonso, filha de D. Dinis, que morreu com 18 anos, assassinada depois de ter sido violada, e cujo túmulo também se encontra na igreja do Instituto de Odivelas.



7 de janeiro de 2015

Liberdade de escolha


Em Portugal, no séc. XXI, pela mão do governo:
  • Os pais podem escolher a religião que querem para os filhos, há várias à escolha. O estado é laico, mas financia;
  • Os pais podem colocar os filhos em escolas onde o ensino é dado em inglês, francês, espanhol ou alemão, há várias à escolha. O estado fala português, mas financia;  
  • Os pais que quiserem inscrever os filhos num clube desportivo, têm vários à escolha. O estado não tem clube, mas financia;
  • Os pais que quiserem inscrever as suas filhas numa escola de ensino diferenciado, não podem! O estado extinguiu a única escola pública de ensino diferenciado;
  • Os pais que quiserem colocar as filhas em regime de internato, não podem! O estado extinguiu o único internato feminino;
Em Portugal, no séc. XXI, o estado financia e dá liberdade de escolha no que respeita a clubes desportivos, religiões ou língua de ensino, mas quanto ao regime de educação temos todos que seguir a filosofia oficial de que "o governo é contra o ensino diferenciado"...

Na realidade, tal como em relação aos clubes desportivos ou religiões, o papel do estado deveria ser de isenção: garantir vários tipos de oferta e deixar a liberdade de escolha com cada um.

Ou o governo não é coerente, ou há algum motivo oculto por detrás da extinção do Instituto de Odivelas.

3 de janeiro de 2015

Extinção com fusão

 

LEGENDA: O Instituto de Odivelas é extinto, sendo objecto de fusão. As suas atribuições serão integradas no Colégio Militar (Artigo 30.º, Decreto-Lei N.º 186/2014 de 29 de dezembro).