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9 de julho de 2017

CMO vai gerir o IO

Segundo a notícia publicada recentemente no jornal DN o Instituto de Odivelas irá ser gerido pela Câmara Municipal d Odivelas.

Nas várias reuniões de antigas alunas com a ex-Presidente da Câmara Municipal de Odivelas Susana Amador e actual Presidente, estes membros do PS sempre disseram nada saber e ocultaram as suas ambições bacocas. Vão agora ter o merecido resultado. Depois de se terem apropriado dos edifícios contíguos onde são os actuais Paços do Concelho, vão agora destruir o que resta de uma jóia que era dos poucos pontos de interesse da cidade. 
O que não se percebe é como se dá tais utilizações a edifícios classificados..."


4 de fevereiro de 2017

À procura das nossas irmãs

Num momento de enorme tristeza com a destruição do nosso colégio, procuramos saber das nossas irmãs de todos os tempos como uma forma de procurar abafar o grande pesar pela destruição da nossa casa de infância e adolescência. 


“ENTRE A FOGUEIRA E A NOBREZA”, o novo livro de Maria Isabel Braga Abecasis, levo-nos ao encontro do passado.
As três irmãs Braga Abecasis, Maria Leonor (49/1954), Teresa Maria (24/1955) e Maria Isabel (295/1963) foram alunas do "Instituto de Odivelas". 

 

A Maria Isabel é licenciada em História pela Faculdade de Letras de Lisboa, especializada como Bibliotecária-Arquivista e Mestre em Edição de Texto. Foi responsável pela biblioteca do Palácio Nacional de Mafra, pelo arquivo histórico do Palácio da Ajuda/Museu e trabalha presentemente no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
 

O livro, editado pela Guerra e Paz Editores, com o apoio da C. M. Lisboa, relata a sobrevivência de uma família em Portugal nos séculos XVI a XIX.  Baseado em factos verídicos, numa investigação que passou pelos arquivos secretos do Vaticano, o livro acompanha momentos marcantes da História de Portugal. Sem faltarem os amores nos conventos onde viviam mulheres virtuosas e tidas por tais e freiras insubmissas que lá eram postas para “não empatarem partilhas nem pesarem em dotes”, como a religiosa Francisca Coronel, do mosteiro de S. Dinis de Odivelas…


28 de janeiro de 2017

O IO – uma escola que tem de reabrir!

Assinar a petição é um imperativo de cidadania

No "Instituto de Odivelas" (IO) a educação era integral, desde os tempos da fundação, em 1900. Muitos não o reabrem porque não conhecem a História. Ou melhor, não a respeitam.

O estudo, o trabalho e o mérito levaram o IO, muito antes dos rankings, a lugares cimeiros e a uma posição de referência na educação nacional. Assim reconhecida até 2015.

Muitas mulheres entraram na vida académica e no mundo académico com o reconhecimento de uma formação de excelência.

Muitas meninas e raparigas portuguesas ou dos PALOP, por um preconceito machista que as impede de ser raparigas e mulheres no seu dia a dia, ficaram impedidas de estudar no IO.

Os políticos julgam que eliminaram discriminações. Apenas no papel. Na prática, o que valeu na tomada de decisão foram os metros quadrados do IO/Mosteiro de Odivelas e do Forte de Santo António do Estoril.

A sobrevivência de uns levou ao encerramento de uma escola onde se ensinava e se aprendia com prazer e os resultados fruíam naturalmente. Onde a comunidade educativa funcionava como um todo harmonioso.

No IO existiam todas as condições para um ensino de excelência sem elitismos: o IO foi pioneiro na educação prática de Puericultura, Higiene/Educação para a Saúde e Culinária, temas atuais da nossa sociedade. Desde o início do século XX que houve aulas práticas de Química, Física, Inglês, Francês, Estudos Acompanhados, etc., etc. O ensino da arte pela arte era uma constante, hoje seguido em muitas escolas pelo mundo fora. A componente militar funciona como complemento. Apenas.

O estudo era natural como o ar que se respirava e os resultados, mesmo quando se sabia que a escola ia fechar, eram os de sempre. Nos lugares cimeiros, sem ânsia pelo pódio, pois todas as alunas tinham as mesmas oportunidades.

A reabertura do IO é um imperativo nacional.

A História do Mosteiro de Odivelas é indissociável da História do Instituto de Odivelas.

Basta que todos os portugueses de boa vontade o façam e assinem a petição!!
 
 
 
 
 

15 de janeiro de 2017

Há que reverter o erro histórico que foi a extinção do "Instituto de Odivelas"!

O "Instituto de Odivelas" e o Mosteiro de Odivelas são indissociáveis. Um remonta a 1295 e o outro a 1900.

Como foi possível descaracterizar um património cultural e educativo alicerçado em séculos?

O IO complementa e completa um património nacional que foi sempre preservado sem custos adicionais para o Estado, mas que agora se encontra em risco.

As instituições precisam de pessoas que nelas vivam e poderes que as incentivem e as acarinhem.

Apesar destes verbos terem sido ditos pela mais alta figura do Estado Português, em 2010, em 2017 o Instituto de Odivelas encontra-se extinto, sem alunas de cabelo solto, túnica aos quadradinho, sem Francês Prático, Inglês Prático, Educação para a Saúde (antes Higiene), Ginástica Rítmica, Culinária, Puericultura, Drama, Oficina de Teatro, Oficina das Artes, Voleibol, Basquetebol e Natação…

E sem o são convívio, o tempo para estudar, brincar e criar os laços de ser amiga é ser irmã.

Há que reverter o erro histórico que foi a extinção do IO!
 
 
Claustro da Moura

14 de janeiro de 2017

O "Instituto de Odivelas" - o 14 de Janeiro de 2017, 117 Anos depois da sua fundação

O Instituto de Odivelas (IO) foi extinto por decisão do Governo da anterior Legislatura. O IO era uma escola de excelência com História e, mercê do processo de gradual extinção, no ano letivo de 2014/2015 apenas alunas do 9.º ano e do 12.º ano puderam frequentar o IO. Ainda assim, o desempenho das alunas do 12.º ano foi notável, tendo em conta a carga emotiva que condicionou a vida escolar das alunas. Porque houve menos de 100 provas de exame nacional, o IO não entrou nos rankings com tal número mínimo. Porém, no ranking do jornal Público/Universidade Católica Portuguesa, o IO ficou classificado como a melhor escola pública no ranking de escolas em 2015, surgindo no 25.º lugar com a média de 12,93 valores nas provas de exame nacional do 12.º ano. Porquê o encerramento de uma escola centenária onde sempre imperaram o rigor, a qualidade e a exigência? Porquê o preconceito face a uma escola pública feminina numa Europa plural, civilizada, não discriminatória dos direitos das mulheres.

Com que sustentável leveza foi extinto o Instituto de Odivelas?


Decorrem hoje 117 anos sobre a fundação do IO pelo Rei D. Carlos e pelo Infante D. Afonso.
 
Esta escola pública, ao serviço da Educação de Portugal, com alunas filhas de militares e de civis, de todas as condições socioeconómicas, foi extinta por motivos pseudo economicistas e de género. Na verdade, em muitos países civilizados, as escolas públicas de rapazes e/ou de raparigas são uma realidade perfeitamente normal e enquadrada na liberdade de escolha e no direito de opção das famílias. Num qualquer país civilizado do mundo, os poderes públicos defenderiam uma escola pública, centenária, de “excelência” que funcionava bem, que dava retorno financeiro ao Estado ao qual pertencia. Em 2017, o Mosteiro de Odivelas encontra-se encerrado e o IO, com as suas salas de aula, laboratórios, ginásio, piscina, camaratas, refeitório... sem ninguém. O Forte de Santo António no Estoril foi a casa de férias das alunas desde 1915. Nem o ditador Salazar, que lá veraneou, desalojou as alunas do seu espaço de férias.

O tempo, "esse grande escultor", dará razão a quem defendeu sem peias o IO. Ficará mal na fotografia quem atacou o IO, quem o defendeu ou não o defendeu meramente por razões de timing político, quem não o defendeu por necessidade egoísta e mesquinha de sobrevivência política, profissional ou outra, quem não teve coragem de falar "cada vez mais alto". Quem não quis ouvir no Hino do IO, os versos “é o nosso ideal a verdade, a verdade é a crença mais bela”. Esses rezarão na História… por serem fracos.